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Do Varejo à Publicidade: O que está acontecendo no mercado?

Recentemente, algumas grandes empresas nacionalmente conhecidas vêm anunciando que estão se tornando também em empresas de publicidade e mídia. Observamos esse movimento no mercado internacional há alguns anos, quando a Amazon compartilhou com o mundo que a publicidade seria o mais novo pilar da instituição. Mas, o que isso quer dizer? A Magazine Luiza por exemplo, deixou o mercado inquieto na última semana, quando a rede de varejo anunciou a compra de novas empresas do ramo tecnológico. Essas aquisições marcam a entrada do grupo Magalu no segmento de publicidade digital. Com canais de geração de conteúdos e uma plataforma de comercialização de mídia, o grupo assume o entendimento de uma jornada mais completa de seus consumidores, entregando aos anunciantes dados relevantes e precisos. 

O formato se assemelha ao funcionamento da mídia online que o Amazon já nos apresentou, baseado em big data. Empresas com altos números de acessos, utilizam de first-party data, que são dados primários recolhidos por ela mesma, a partir de canais de venda, pesquisa e promoções. Imagine que você pretende vender um artigo esportivo, você pode ir atrás de alguém que pesquisa sobre prática de esportes (Google) ou alguém que participa de grupos sobre práticas esportivas (Facebook).  Porém, as chances de compras são maiores se você conversar diretamente com um público que já adquiriu outros artigos referentes à prática de esportes. A aplicação desses dados primários referentes aos históricos de compra de cada empresa é o grande diferencial nas abordagens de anúncios como os da Amazon e da Magalu. 

Plataformas de Comercialização de Mídia

Não é só o varejo que vem assumindo uma posição ativa na forma como anúncios são negociados. Redes e grupos de mídia também estão nessa corrida. Com a grande quantidade de pessoas acessando diariamente a internet, é normal que muitos esforços estejam se deslocando para que soluções virtuais possam atender a todos, inclusive aos anunciantes. Os dois grandes players de anúncios digitais, Google e Facebook, possuem mais de 50% do investimento em publicidade digital no Brasil. Esses dados se tornam ainda mais expressivos quando observamos que apenas 50% do valor do investimento realmente chega até o publisher. Não é preciso ser um grande site para identificar que uma taxa de 50% do valor em transações é uma perda questionável.

Somente durante a pandemia do novo coronavírus empresas nacionais como Magazine Luiza, Globo, Uol, SBT e Vivo anunciaram suas plataformas de comercialização de mídia. Esse movimento não é uma mera coincidência. As novas plataformas de auto serviço expressam que o mercado está se adaptando às necessidades de seus consumidores. O mercado está faminto por soluções reais, que facilitem processos e quebrem as barreiras burocráticas que existem dentro do mundo dos anúncios. Medidas como essas abrem oportunidades de mercado, assim como o Google possibilitou que milhares de pequenos e médios negócios começassem a investir em publicidade. Indo além dos seus jornais locais e outdoors, por ser um processo acessível e prático. 

Oportunidades

O que antes parecia ser apenas a criação de um canal de comercialização de mídia, se transforma em um posicionamento diante dessas mudanças. Estamos falando sobre a criação de novas oportunidades em cada base de dados, seja de uma emissora de tv, rádio, portal ou um grande varejista. Tornando o processo de anúncio em uma experiência digital destinada a diferentes públicos, com melhores métricas de resultados, mais direta e com mais oportunidades. Solucionando barreiras e conectando pessoas, afinal estamos caminhando para o futuro da publicidade. E essas mudanças acontecem cada vez mais rápido no mundo digital. Assim como observamos as novas plataformas de comercialização de mídia, vamos continuar observando as novas transformações que estão por vir.